Destruição ou Destinação?

Qual a melhor forma para dar o destino correto ao lixo institucional e ao e-Lixo, sem que eles se tornem um problema?

Destruição ou Destinação? - RioOffsite
Cada vez mais, o nosso mundo moderno exige dos gestores das empresas um comportamento alinhado com políticas ambientais. São empresas criando suas próprias políticas que reforçarão as que o Estado regula. São um conjunto de Boas-práticas ou as Melhores-práticas na gestão de seus resíduos, seu e-Lixo (Lixo eletrônico) e, ainda, o que eu chamo de Lixo institucional, sendo aquele que traz a sua marca impressa e colocará em risco a sua imagem, caso não seja tratado da forma correta.

Há cerca de 60 mil anos, os primeiros homo sapiens que andavam pelo planeta Terra eram caçadores e coletores. Sobreviviam do que conseguiam coletar na natureza e não tinham desenvolvido o hábito nem as técnicas de transformação ou produção de bens de consumo, alimentos, etc. É bem verdade que já produziam seus resíduos, fato que nos proporcionou material para conhecer seus antigos costumes, através da arqueologia – no estudo dos “monturos” (lixos ancestrais)-, deixados ao longo destes seiscentos séculos, desde a pré-história até os dias de hoje, e que atualmente nos possibilita recriar suas práticas.

Muito se desenvolveu desde então, principalmente nos últimos cem anos, período em que os itens deixaram de ter o atributo da longevidade como fator de qualidade e passaram a ter o avanço tecnológico como um fator de rápida obsolescência, fazendo com que se transformassem em lixo ou, simplesmente, em itens sem utilidade que precisam ser descartados. O fato é que esse padrão de obsolescência e descarte se tornou um dos grandes problemas da humanidade nos dias atuais. Esse tipo de lixo, volumoso e aparentemente inerte, recebeu o carinhoso nome de e-Lixo, composto basicamente de equipamentos eletrônicos em desuso, não por estarem com defeito ou escangalhados, mas apenas porque já não servem mais. Esse será o alvo dessa nossa reflexão!

Diferente do lixo doméstico, ou industrial, ou mesmo outros lixos mais agressivos, como os que trazem agentes contaminantes de forma direta em seu conteúdo, o e-Lixo tem uma aparência mais pacífica, mas traz, em seus componentes eletrônicos, materiais tóxicos, principalmente, baterias, as quais são vilãs nesse processo. Também aparece, com protagonismo semelhante, o Lixo institucional, que é aquele associado a uma empresa; pode variar desde partes do conteúdo que mostrem a identidade da empresa, tais como logomarca ou dados cadastrais, etc, até conteúdo relevante, sigiloso ou confidencial, em seu interior, por exemplo, HDs, Mídias ou, ainda, documentos físicos em papel.

Nem precisamos dizer, simplesmente, que jogar esses itens no lixo comum torna-se um risco institucional à empresa!

Sessenta mil anos depois, uma legião de “Catadores-Coletores”

O mundo está se reorganizando, e uma “comunidade” de homo sapiens, à moda antiga, está se disseminando pelas grandes cidades. Os “catadores-coletores”, pessoas normalmente com pouca formação ou oportunidade, se veem obrigados a subsistir a partir de práticas de coleta de lixo que possa ter algum valor e ser vendido como sucata a peso ou outra forma de comércio, legal ou ilegal, no qual essas pessoas possam obter algum sustento. Nada contra! Muito pelo contrário! Mas, no meio desses itens, pode aparecer a sua logomarca ou outra informação que chegue às mãos erradas. Pior! Pode acontecer algum fato, de repercussão na mídia, que tenha prejudicado ou machucado alguém e isso acabar associado à sua marca.

Existem conceitos globais de gestão desses resíduos e um dos mais difundidos são os “3 Rs: Reciclar, Reutilizar e Reduzir”. Devemos adotar esses conceitos no dia a dia de nossas vidas pessoais e também no ambiente corporativo, contudo não podemos deixar de levar em conta alguns aspectos de segurança quanto a possíveis dados ou informações que esses itens que serão dispensados possam conter. Imagine alguém usando material institucional da sua empresa sem autorização!

Os Três pilares para um bom processo de Destinação de e-Lixo e Lixo institucional!

1. Logística.

Trata de questões objetivas de mobilidade, transporte, recursos para retirada dos itens do local, aliviando espaço nas dependências da Empresa e;
Retirada dos volumes por meio de mão de obra especializada, em veículos de transporte específicos, facilitando e otimizando a solução.

2. Meio Ambiente.

A Destinação do e-Lixo ou do Lixo-institucional atende às obrigações legais, no âmbito ambiental, e é certificada através de documentação específica, por exemplo, no Estado do Rio de Janeiro, é o MTR (Manifesto de Transporte de Material Reciclável) do INEA, o qual garante que o e-Lixo foi descartado/destinado no local adequado, seguindo a legislação regulatória, as Boas-práticas, e principalmente, possuindo Rastreabilidade.

3. Segurança da Informação.

Processos auditáveis garantem que todos os itens que contenham dados ou informações, não somente HDs e/ou outras mídias, mas também outras formas de identificação, tais como logomarcas, placas de patrimônio, etc., serão destruídos e/ou descaracterizados de forma definitiva, antes de serem Descartados/Destinados.

Atender a esses três pilares vai garantir que sua empresa tenha seguido o Compliance para o processo, tanto no que diz respeito a questões legais quanto às melhores práticas de segurança institucional, de forma transparente, com responsabilidade e rastreabilidade. É muito importante adotar alguns conceitos como Regras para as Companhias.

Não se deve pensar em algo que já não serve mais ou que precisa ser retirado de dentro da empresa como simples Lixo! É preciso saber bem o que fazer com esse Resíduo e ter uma política para lidar com esse “coproduto” (termo usado para tratar resíduos que não são da cadeia produtiva da empresa). Esse processo passa pela Destinação, ou seja, dar um destino adequado a esses resíduos, mas garantir que a parte que contenha informações da empresa seja Destruída!

Uma forma moderna e bem vista, pelos gestores e “controlers” das empresas, é a contratação dessa atividade através de um BPO (Business Process Outsourcing), no qual o fornecedor irá se comprometer e se responsabilizar pelo processo, apresentando os SLAs (Service Level Agreement) e cuidando para que esses itens tenham o destino correto e as informações sejam destruídas a contento.

Esses são alguns pequenos cuidados de grande relevância, quando se fala de Conveniência, Responsabilidade Ambiental e Social e Segurança da Informação. Não são despesas, mas investimentos em ações de cidadania e respeito ao meio ambiente que, com certeza, se reverterão em dividendos para sua empresa!

SOBRE O AUTOR

“Laert Perlingeiro Goulart, é Engenheiro Civil formado pela Universidade Católica de Petrópolis, atuou como empresário da construção civil até 2005 quando tornou-se executivo de uma empresa de Logística, onde atuou ate 2017. Hoje é executivo de uma empresa de T.I. voltada para tecnologia de gestão de documentos, arquivos digitais e backup. Nas horas vagas gosta de tirar fotos e apreciar uma boa cerveja artesanal e compartilha isso no seu Instagram @laert.goulart

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