Quais desafios para definir a melhor estratégia para proteger os dados da sua empresa?

A segurança dos dados de uma empresa é a dicotomia entre o seu crescimento e o seu desaparecimento. Apesar de ser um clichê, é a pura verdade sintetizada em uma frase.

Alguns mistérios envolvem o processo de geração, acompanhamento, guarda e recuperação dos dados existentes nos computadores das empresas. O que parece ser parte de um conjunto de coisas semelhantes, traz na essência, pequenos detalhes que se diferem nos resultados e que podem fazer toda a diferença na hora de projetar uma rotina para implantar um projeto inteligente de Backup (BKP).

 

Outro clichê famoso discutido em dez entre dez rodas de T.I. é:

 

Ter uma cópia dos dados no mesmo servidor ou conectados à mesma rede de dados, não é backup!

Manter a cópia de BKP dentro da mesma estrutura física das instalações da empresa não oferece a contingência necessária ao processo, pois guarda os mesmos riscos submetidos ao dado original.

É preciso tirar a cópia dos dados de perto da sua “irmã gêmea”, para o bem de ambas. Para isso, a versão número dois, ou seja, o BKP, pode ser colocado em outro local na empresa, guardado em outro prédio, pode ser levado para casa de alguém ou ser guardado em outra empresa terceirizada, especializada neste tipo de serviço.

Essa transferência ou viagem que a “gêmea” deve fazer, pode acontecer fisicamente, ou seja, os dados copiados em uma mídia são transportados até o seu novo destino; ou ainda podem ser transferidos via internet (web), através de mecanismos tecnológicos. Essa segunda alternativa é a moda hoje em dia, e o mercado chama de “Nuvem”.

 

É preciso aprofundar o conceito de “Nuvem”, mas este assunto não é o alvo desta reflexão.

 

As empresas não são compostas exclusivamente de profissionais de T.I., existem também os Controlers, os Administradores e os Financeiros, que sabem dos riscos, mas não entendem muito dos processos tecnológicos, contudo, entendem e dominam as questões econômicas. É preciso ter uma boa argumentação para convencer os “financistas” das empresas a investir em segurança.

Para eles eu digo: Não adianta demitir um gerente de T.I. quando a empresa parar porque os dados foram perdidos. Essa responsabilidade é compartilhada quando a decisão pela gestão da cópia de segurança, no caso, o BKP, veio de uma “Economia-porca” !

Seguindo a linha dos empresários de vanguarda, os gestores decidem: Vamos colocar nossos dados na “Nuvem”! Para isso vamos contratar um serviço de uma empresa especialista em “Nuvem” e que seja boa, bonita e barata!

Não vamos discutir aqui detalhes de porte ou características de fornecedor, já que cada empresa tem seu critério de seleção de fornecedores. Antes disso, devemos avaliar o caminho que deve ser percorrido e esse caminho passa por algumas perguntas:

 

  • Temos um processo ou software de geração de BKP?;
  • Os dados que copiamos, são de fato um BKP confiável?;
  • Esse BKP é capaz de ser restaurado em caso de desastre (como se chama a perda de dados no jargão de T.I.);
  • Os dados que copiamos são mesmo os que darão condição de fazer nossa empresa voltar a operar?; Em quanto tempo?;
  • Onde vamos guardar a cópia do BKP? Devemos levar tudo para “Nuvem”?
  • E finalmente, uma questão que sempre passa desapercebida: Tudo que estamos levando para “Nuvem” é de fato importante?

 

 

Uma informação interessante sobre Armazenagem de Dados: Atualmente o custo de 01 Terabyte armazenado na “Nuvem” custa em torno de quinhentos por cento (500%) mais caro que guardar o mesmo Terabyte em mídia, em um serviço de armazenagem segura, em uma empresa de guarda de mídias de primeira linha, incluindo o custo da Mídia.

Mas por que tantas pessoas estão indo para “Nuvem”? Na verdade, é preciso refletir antes para não se assustar depois que uma fatura astronômica chegar. O serviço de Nuvem é extremamente mais ágil do que um processo “físico” de geração e de logística para guarda do BKP em segurança. Também o processo físico requer custos acessórios tais como infraestrutura, recursos, pessoas e tempo, que oneram os processos de geração do BKP, para projetos acima de Um Terabyte.

Sintetizando a análise: BKP até Duzentos Gigas pode acontecer diretamente via Web (na “Nuvem”), pois não vai fazer muita diferença. Para projetos entre Duzentos Gigas e Dez Terabytes, devemos buscar soluções que levem em consideração alguns fatores de inteligência de processo. Acima de Dez Terabytes as coisas fogem do patamar normal e devem levar em conta questões complexas que normalmente inviabilizam projetos em “Nuvem”.

A partir dessa reflexão gostaríamos de levantar um dos pontos mais importantes apresentados: O que você está levando para “Nuvem”? Não esquecendo do abismo de Valor entre “Nuvem” e Mídia armazenada, sempre gosto de reforçar que os custos de armazenagem e tráfego de dados via web são muito elevados para se guardar coisas menos relevantes.

Mas nem todo excedente é lixo, muito pelo contrário! Além da importância do dado, existe outra dúvida: Você tem certeza que os dados que estão na Nuvem jamais poderão ser acessados? Você tem dados secretos ou confidenciais? Normalmente esses dados secretos não são a base de um banco de dados. No banco de dados, existem arquivos altamente mutáveis, que precisam ficar girando entre a produção, o incremental e o full, indo e voltando do datacenter para o servidor e vice-versa, constantemente, até se cristalizarem em “Dados Permanentes”. Arquivos confidenciais ou o acervo histórico da empresa são normalmente imagens, documentos fechados, arquivos de vídeo e áudio, etc. Arquivos com essas características devem ficar guardados em mídias “Offline”, ou seja, fora da rede e fora do alcance de hackers e, principalmente, fora do “taxímetro”, que cobra os Gigabytes na “Nuvem”, até porque são esses arquivos que consomem mais espaço de hardware.

Separe por processo esse acervo, deixe na “Nuvem” apenas o que é fundamental para refazer as rotinas (Jobs) dos servidores e que é indispensável para a empresa continuar ou voltar a funcionar. Os demais arquivos devem ter sim um BKP confiável e em segurança, o mais inteligente, por ser mais seguro e barato, é manter os arquivos históricos armazenados em Mídia e Offline (fora da rede e da internet), em uma sala de segurança especializada, que garanta a integridade física da mídia. Tenha sempre também um BKP Full, permanente e atualizado em mídia offline, o que não vai custar muito e você terá ainda uma contingência extra para sua tranquilidade.

 

Diante dessas ponderações, quais seriam os diferencias entre os inúmeros provedores de serviços de BKP em Nuvem?

 

Considerando aspectos inerentes a contratos de prestação de serviço, os principais fatores que devem ser avaliados na escolha ou seleção do parceiro, são a confiança e credibilidade que este fornecedor tenha no mercado, o canal de comunicação e a escalada para hierarquias superiores em caso de tomada de decisão, ou seja, falar com o diretor ou mesmo o dono da empresa prestadora de serviço.

Outro ponto fundamental é a capacidade do fornecedor em agregar outros serviços acessórios, reduzindo a necessidade de se contratar mais de um fornecedor para prestar serviços correlacionados, evitando assim quebra de sequência do processo e, principalmente, as divergências e dúvidas na linha de responsabilidade.

Um dos maiores fatores para terceirização de serviços de alta relevância é poder atribuir um grau de responsabilidade e segurança, que não se obtém através de chefes ou gerentes da própria empresa. Somente outra empresa, assegurada por um bom contrato de responsabilidade, poderá assumir eventuais prejuízos em caso de perdas financeiras.

SOBRE O AUTOR

“Laert Perlingeiro Goulart, é Engenheiro Civil formado pela Universidade Católica de Petrópolis, atuou como empresário da construção civil até 2005 quando tornou-se executivo de uma empresa de Logística, onde atuou ate 2017. Hoje é executivo de uma empresa de T.I. voltada para tecnologia de gestão de documentos, arquivos digitais e backup. Nas horas vagas gosta de tirar fotos e apreciar uma boa cerveja artesanal e compartilha isso no seu Instagram @laert.goulart

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