AC / DC – Antes e Depois do Covid-19 – O Mundo nunca mais será o mesmo!

AC / DC – Antes e Depois do Covid-19 – O Mundo nunca mais será o mesmo! - RioOFFSite

Por: Laert Perlingeiro Goulart – 11/05/2020.
Tempo de leitura – 7 minutos.

A virada digital pós pandemia – O que virá de positivo daqui pra frente, para o mercado de documentos em formato digital.

O mundo assiste estarrecido aos efeitos desse momento histórico de proporções globais! Uma catástrofe do ponto de vista humanitário e econômico. Estamos atravessando os efeitos do choque causado pela doença. Os dramas de famílias sofrendo a perda de seus entes queridos, de forma ultrajante e, revestida de sofrimento pela escassez de recursos provocados pela forma agressiva com que esta doença avança, tanto no campo emocional quanto no financeiro.

Um choque de linhas de pensamento confunde as mentes dos “expectadores”, passageiros impotentes, obrigados a apenas assistir o que está acontecendo a sua volta. Uma multiplicidade de informação confunde e dificulta a formação de uma opinião. Muito mais pela falta de conhecimento sobre o comportamento do vírus Covid-19, até então desconhecido enquanto um agente causador da síndrome respiratória aguda (SARS), do que propriamente pela divergência de ideias.

O Mundo se viu obrigado a encontrar soluções paliativas para os efeitos da doença, enquanto um tratamento eficaz quer seja com medicamentos ou com uma vacina para imunizar em massa a população, venha atacar as causas! Ao mesmo tempo lidar com o medo causado pela incerteza, diante dos poucos recursos disponíveis para o tratamento destes efeitos, depois que a doença já estiver grave.

A Ordem Mundial é: “Fique em Casa!”

O melhor que se pôde fazer ate o momento foi mobilizar as pessoas na tentativa de não propagar a contaminação. Verificou-se desde o início que este vírus tem um enorme potencial de contaminação. A sociedade científica observou que a melhor forma de garantir minimamente os recursos disponíveis, enquanto se re-estruturava para atacar a pandemia de forma suficiente, para evitar tantas mortes de pacientes sem assistência, era não submeter os serviços de saúde aos limites dos quais não estavam preparados. As palavras de ordem que vieram deste esforço foram: “Distanciamento-social”, “Quarentena” e o já famoso “Lockdown” – Em síntese, fique em casa!

Enquanto o mundo precisa ficar em casa para não propagar o vírus, acontece uma corrida por novas tecnologias que não ficou apenas no campo da medicina, mas também em alguns outros seguimentos que se viram na obrigação de se reinventar. Um destes seguimentos foi o que estava ligado às rotinas de trabalho administrativo de empresas de diversos setores.
Com as políticas de confinamento e isolamento social, aconteceu o aceleramento dos processos para o “Home-office”, palavra que já entrou nos dicionários da nossa língua, que não é apenas trabalhar em casa, mas trabalhar de casa!

Não apenas trabalhar em casa, mas trabalhar de casa!

Empresas, inclusive a que eu trabalho, tiveram que criar as condições adequadas para que seus colaboradores pudessem trabalhar a partir de suas casas. Pode parecer que trabalhar em casa é a mesma coisa que o conceito de Home-office quer dizer, mas este último tem características distintas. É conectar a empresa com a casa do seu colaborador, levar o escritório para dentro da casa da pessoa, “linkar” os softwares e a rede, tudo com segurança e agilidade. Estas coisas se tornaram mais praticas pelo avanço recente dos SaaS (Software as a Service), que rodam na web, a partir de datacenters locais ou mesmo através das gigantes Microsoft, Google e Amazon, com seus aplicativos corporativos e pacotes “Office”, maquinas virtuais, etc. O mais importante: as empresas precisam garantir que o trabalhador em home-office tenha demandas para produzir, tenha produtividade e que esta produtividade possa ser medida e avaliada pelos gestores, que provavelmente também estarão acompanhando suas equipes de casa. Foi muito gratificante para mim, ter podido ajudar a montar planos de trabalho para nossas equipes em home-office e garantir para elas seus empregos e salários.

Acabou o que levou pra casa? Venha trazer o que produziu e leve mais trabalho pra casa!

Imagine se tudo ainda estivesse ligado a formatos físicos! Pense em uma pessoa levando, de fato, trabalho pra casa – Percebe o obstáculo? Caixas com documentos, livros, listas com informações de clientes, cópias de documentos, etc. Tudo sendo transportado pra lá e pra cá! – “Acabou o que levou pra casa, traga de volta o que produziu e busque mais!” – diriam os chefes aos subordinados. Nem vou falar em assinaturas, carimbos e outras peças dos museus burocráticos dos antigos escritórios, que complicariam ainda mais este vai-e-vem.

Acredite, só foi possível o Home-office por causa do avanço tecnológico e de conceito – apesar de ainda existir uma resistência em manter velhos procedimentos – com esta situação forçada pela pandemia, as últimas resistências do velho “papel” estão sendo substituídas – está havendo a consolidação do “totalmente-digital” no cotidiano operacional / administrativo das empresas, de uma forma definitiva. Não imagino um retrocesso depois da pandemia!
Reforço – é possível fazer quase todo o trabalho de forma remota através de tecnologias disponíveis e acessíveis via web, apenas usando as ferramentas que mencionei a pouco neste artigo.

Enquanto escrevia este artigo, um amigo consultor na área de T.I. me ligou para tratar de assuntos de trabalho e ao final da ligação me disse – “Hoje o foco dos caras de T.I. está em manter os sistemas, redes e links funcionando para que as pessoas possas trabalhar em home-office!” – Isso também é um trabalho-essencial que pouco aparece e, que precisa ser enaltecido, é o “backend” – que no jargão de T.I. significa retaguarda, bastidores ou literalmente o que acontece por detrás da tela e, que não é percebido pelo usuário no dia-a-dia. Isso também é fundamental para garantir as atividades dos “Homeofficers” – se é que podemos inventar mais esse termo…

Caiu a ficha! Papel é um agente contaminante

Algumas histórias em tempos de Pandemia – Conversando com amigos e parentes que atuam na área de saúde, observei a preocupação com a contaminação através da manipulação de documentos em papel – são prontuários, fichas médicas, relatórios de ocorrências e, ate atestados de óbito, que circulam de mão em mão, entre os profissionais que estão na linha de frente do atendimento aos pacientes com a doença. Estes papéis vão direto para os ambientes na retaguarda, onde outros médicos, enfermeiros e, o pessoal administrativo, precisa ler, conferir, lançar os dados no sistema, etc… manuseando estes mesmos documentos, possivelmente contaminados.
Também, as equipes dos Bureau-de-digitalização, que precisam manusear as pastas com estes documentos, para fazer o gerenciamento eletrônico, preparação, escaneamento e o upload dos arquivos escaneados ficam com medo e se protegem da maneira que podem com EPIs e treinamento em boas-práticas, mas isso não elimina totalmente os riscos – melhor seria se tudo já fosse gerado em ambiente digital .
O vírus se mantém ativo em superfícies tais como papel ou mesmo em partículas (poeira) que se aderem ao papel, por algum tempo, que pode ser o suficiente para propagar a doença para ambientes distantes das enfermarias, UTIs e guichês de atendimento em pronto-socorros. Sem querer fazer uma piada infame, mas é de fato um vírus acessando os arquivos…

O que virá de positivo daqui pra frente, para o mercado de documentos em formato digital!

Não sabemos, ainda, tudo que virá depois, só quem viver verá! Contudo o que já conhecíamos, mas pouco colocávamos em prática, até pelos velhos paradigmas que ainda nos prende aos processos cheios de assinaturas, carimbos, cópias autenticadas e etc, seguravam a evolução dos processos totalmente digitais. Avançaremos rapidamente no ambiente digital com a criação de boas-práticas em gestão documental que será aperfeiçoada. O desenvolvimento de ferramentas para adequação e simplificação do cotidiano “out-office” (em uma criação livre para o conceito de out-of-office), ampliando o conceito de home-office, não apenas para a casa mas para qualquer lugar onde se possa conectar um “mobile” (celular smartfone), à web e, trabalhar – Gerar propostas, gerar e assinar contratos, pagar todo tipo de contas e gerenciar toda essa base de dados, arquivos e imagens, isso através de softwares que compartilham os documentos, os comprovantes, as assinaturas e, tudo mais que a imaginação e a necessidade puderem criar para facilitar a vida daqui pra frente!

Não é um apelo de marketing, usar a situação causada pela pandemia como veículo para propagar ideias ou conceitos, mas a observação de boas oportunidades de desenvolvimento que advêm de situações de crise – Como o mundo evoluiu positivamente depois da 2a Guerra! Isso não é marketing, é fato histórico, que provavelmente irá se repetir depois dessa “guerra” contra um inimigo que não tem pais, idioma, cultura ou crença. Vamos ultrapassar esta fase e tão logo seja superado todo sofrimento causado pelas perdas de vidas, as famílias prosseguirão, as empresas irão se re-inventar, o mercado ira reagir a toda essa mudança e logo observaremos o que de bom surgiu do aprendizado dos tempos da pandemia.

SOBRE O AUTOR

“Laert Perlingeiro Goulart, é Engenheiro Civil formado pela Universidade Católica de Petrópolis, atuou como empresário da construção civil até 2005 quando tornou-se executivo de uma empresa de Logística, onde atuou ate 2017. Hoje é executivo de uma empresa de T.I. voltada para tecnologia de gestão de documentos, arquivos digitais e backup. Nas horas vagas gosta de tirar fotos e apreciar uma boa cerveja artesanal e compartilha isso no seu Instagram @laert.goulart

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